Dare to love

Dare to love
© Imagen de Paula Bonet

segunda-feira, 20 de março de 2017

Guerreira




Ela usava uma armadura forte
Um sorriso sempre nos lábios
Uma voz calma, mas eloquente
Transmitia tranquilidade aparente.

Lutava com palavras duras
Mas com doçura na sua voz
Tentava ver às escuras
Procurando respostas a perguntas não feitas.

Mas tal como um pássaro
Dentro da casca de um ovo
Chega uma altura de [re]nascer.

O coração começa a bater,
A armadura começa a rachar
E mais uma simples palavra
É suficiente para a fazer quebrar.


[The worst part about being strong
is that no one ever ask if you're ok.]


@ Imagen de PAULA BONET




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Espera



Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas,
esperarei por ti

até que todas as coisas sejam mudas.

Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.


[Eugénio de Andrade]

Ilustração de Paula Bonet Illustration

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Have Yourself a Merry Little Christmas



"Have yourself a merry little christmas
Let your heart be light
Next year all our troubles will be
Out of sight
Have yourself a merry little christmas
Make the yule-tide gay
Next year all our troubles will be
Miles away
Once again as in olden days
Happy golden days of yore
Faithful friends who are dear to us
Will be near to us once more
Someday soon, we all will be together
If the fates allow
Until then, well have to muddle through somehow
So have yourself a merry little christmas now."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Morreste-me



 
Que me rasguem o peito e substituam o meu coração por um sintético ou acrílico. Porque há dias em que a tortura de ter um coração partido é mais difícil de suportar.
Que mo arranquem a bofetadas, que se vá embora, pois não quero sentir. Até a máscara que coloquei já infectou com dor e chora em silêncio quando estou meio adormecida.
Morreste-me. E não pude despedir-me de ti, nem abraçar-te, nem mentir-te dizendo-te que tudo ia correr bem, como se alguma vez o pudesse saber. Menti-te sem saber, mas não te pude mentir dizendo que tudo correrria bem. Quero acreditar que tudo correu bem depois de nos deixares, mas menti-te sem saber quando falamos a última vez, disse-te que nos veríamos em breve sem saber que não nos veríamos de novo. Não nos vimos. Não te vi, não te abracei pela última vez. E, esse meu abraço permanece inerte no vazio agora (e para sempre).
Que levem o meu coração para longe, ou que o adormeçam.
Morreste-me. E não te pude dizer inocentes mentiras de amor nem adeus.
Morreste-me sem nos termos visto "em breve".
Morreste-me.
Foste-te embora cedo demais. Fazes-me(nos) falta.

Dedicado à Tânia Pereira.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Hibernação


Quando chegam os dias escuros de inverno sinto-me a encolher, com um desejo latente de hibernar até à primavera dentro de ti.

Deixa-me viajar nos meus sonhos e aconchegar-me nas tuas entranhas, protege-me, abraça-me. Sou tua, sou parte de ti.

Agarra-me com carinho e leva-me a passear nos teus sonhos, pois os dias são escuros e tu és a primavera dentro de mim. 

Deixa-me florescer em ti neste inverno tão frio e aquecer-te com os meus suspiros de calor que guardei do verão passado.

Porque se me deixares hibernar dentro de ti, serei primavera contigo e em ti para sempre.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Há uma história...

Às vezes há diálogos que são completamente arrebatadores por serem tão simples, tão trapalhões, tão divertidos e no final tão românticos e tão possíveis num mundo real como não estaríamos à espera. Este, para mim, é um deles.

E vocês, o que acham?

 

 

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"Will: OK, OK. Há uma história.

Mackenzie: O quê?

Will: É de uma criança que estava sempre a rasgar papéis e os pais levaram-no a uma série de médicos para que ele parasse de rasgar papéis. E, finalmente, levam-no ao médico mais caro do mundo que lhe disse - miúdo, se parares de rasgar papéis os teus pais deixarão de te levar a médicos. A criança vira-se para os pais e diz-lhes - porquê que não mo disseram logo? 

Mackenzie: Está bem, então.

Will:  A moral da história é que a criança poderia ser feliz parando apenas. Acho que é isso. Não sei, é o que tenho vindo a tentar descobrir. Eu não o devolvi [o anel]... porque estou apaixonado por ti.

Mackenzie: O quê?

Will: E porque... Casas comigo?

Mackenzie: Espera.

Will: Eu disse, casas comigo? E antes disso disse que estou apaixonado por ti. É aí que eu quero chegar. Sinto que estaria a fazer isto muito melhor se esperasse só um segundo...

 Mackenzie: Foda-se, o quê que se passa aqui?

 Will: Se eu, se eu... eu não, eu não... eu nunca mais quero não ser, NÃO. Amo-te, vou voltar aí, e, queres casar comigo? E deixa-me dizer-te que acho que devias. Acho que devias dizer que sim. Mas não importa o que digas, nunca mais te magoarei. E não importa o que respondas, vou continuar apaixonado por ti. Não há forma de escapar a isso, é uma lei física do universo. Eu sou teu, e não importa o que digas...


Mackenzie: Sim!

Will: ..eu nunca deixarei...

Mackenzie: Sim!

Will: ... de te amar!

Mackenzie: Sim, a minha resposta é sim!

Will: Estás a dizer que sim?

Mackenzie: Sim!"


[The Newsroom. Cena final do último episódio da temporada. Will's Proposal to Mackenzie]